sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Especialista elogia PEC que prevê ensino público integral

Representante dos secretários municipais de educação diz que conceito de tempo integral não exige necessariamente a permanência dos estudantes na própria escola

A proposta que dispõe sobre a nacionalização da educação básica e prevê ensino integral nas escolas públicas "representa um avanço muito grande para os interesses da educação pública brasileira e principalmente para o sistema municipal", afirmou o vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Raimundo Moacir Feitosa, secretário de Educação de São Luís.

– Trabalhamos com um conceito que não é necessariamente de escola em tempo integral, com a obrigatoriedade de as crianças permanecerem de seis a oito horas na própria escola, mas sim de educação em tempo integral, no qual as crianças pudessem estender o tempo de aprendizado em outros espaços da cidade – explicou.

Feitosa participou de audiência conjunta nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação (CE), com o objetivo de discutir a proposição (PEC 74/05), que tem Cristovam Buarque (PDT-DF) como primeiro signatário. O senador disse que, quando se fala em educação, a principal preocupação tem sido em torno do montante de recursos necessários para implementar determinado programa, quando, em sua opinião, o correto seria que a preocupação recaísse sobre o tempo necessário para se implantar totalmente o programa. Mesmo com a observação, o senador frisou que o aporte de recursos é fundamental para qualquer programa na área educacional.

– Para realmente melhorar a qualidade da educação no Brasil inteiro, serão necessários pelo menos 20 anos. Por isso, eu defendo a criação da carreira nacional do magistério, com descentralização gerencial, e salário digno e pago pelo governo federal – afirmou.

Fonte: Senado Federal

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